Uma cidade pequena; uma Atlética grande: o retorno da XVIII de Março ao pódio do EP!

Sabe aquele papo de sonho realizado? Hoje, com toda alegria do mundo, minha coluna transparece um sonho pessoal, uma notícia que nem eu sabia ou tinha certeza de que era real antes de anunciarem, porém muito além de um sentimento meu, é um momento de uma galera tão apaixonada pelo preto e amarelo que quem me conhece sabe que eu já tô aqui chorando só de começar a escrever!

Mas essa coluna não é sobre mim, nem pelo amor que eu sinto pela minha Atlética (que vocês já estão cansados de saber), ela é da sua trajetória, história e bagagem que chegaram no último dia 3 ao terceiro lugar geral do Engenharíadas Paranaense. Na verdade, retornou…
Localizada no Oeste do Paraná, Medianeira é uma cidade de aproximadamente 46 mil habitantes. Com a economia voltada para a área agroindustrial, teve um crescimento econômico significativo desde que o antigo CEFET foi promovido a UTFPR e trouxe muitos alunos de todos os cantos do país, que além de movimentarem o comércio em geral e o setor imobiliário, vestiram a camisa da instituição e defendem as 4 engenharias do campus carregando o nome da XVIII de Março.

O que a maioria da nossa delegação de 2018 não sabe é que lá em 2012, nós já havíamos tido um gostinho de pódio, também alcançando a terceira colocação, e o que poucos também sabem é que de lá pra cá, para ter chegado novamente a um dos lugares mais altos, nossa Atlética ralou muito e sofreu muito também. Nossa maior batalha começou em 2015 quando, dias antes do Engenharíadas daquele ano, nos consagrávamos como a 4º maior delegação do evento, mais de 350 pessoas, torcida inteira pintada, bateco pra todo lado, galera insanamente rodando por Umuarama. Mas sabe aquela frase de que “tamanho não é documento”, tivemos nosso pior resultado da história. O 12º lugar nos assombrou por muito tempo, mas serviu como um balde de agua fria para reestruturarmos o planejamento e as metas. Dali em diante foi um passinho de cada vez e um crescimento planejado que foi nos reerguendo dentro do Engenharíadas, competição da qual dentre as três que participamos, é de longe a mais forte esportivamente falando.

E aí, quando iniciamos 2018 com dois Bicampeonatos (JOIA Oeste e Fronteira), usamos da matemática nossa fiel amiga e estatisticamente estabelecemos que menos que um 5º lugar seria uma tragédia (pra não falar fracasso) para todo o investimento, toda preparação e todo suor até ali.

E então meus filhotes fizeram a tarefa de casa perfeitamente! Uma Atlética que tem em média 1100 alunos de engenharia, porém com participação de 130 atletas, nas 22 modalidades do EP – leia-se completas e treinando -, fizeram uma participação incrível na edição. No dia da premiação tive o privilégio de reunir meus diretores e dizer que nunca estive tão realizada como presidente ou diretora vendo o rendimento e dedicação dos nossos atletas. Não houveram jogos perdidos, vi meu Porcão ganhar todos os jogos, correr na chuva, nadar na água fria… Vi minha Atlética realizar um trabalho completo, afinal não depende somente dos atletas, o jogo é jogado fora da quadra também, e cada passo em falso é uma consequência.

E foi somando o trabalho e a dedicação de todos que puder erguer em minha gestão, no meu último EP como diretora da XVIII, um troféu geral que ganha um valor muito maior e muito mais forte que o terceiro lugar.
GRATIDÃO, desde nossa equipe que projeta nossos produtos, até o desconhecido que me ofereceu um pastel antes da final do basquete. Por mérito próprio sim, somos gigantes dentre os maiores que nós, e seja no pódio, perto dele ou em qualquer lugar, Medianeira é pequenininha mas incomoda muita gente!      Me disseram nestes jogos “o jogo é jogado”…

Parabéns chiqueirão vocês jogaram muito e merecem muito também!

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