Salve salve galera, como estão as coisas por ai? Espero que em casa e com bastante saúde. Em tempos de uma pandemia em que nossa geração jamais viveu ou pensou que iria viver, todos estamos tendo que nos reinventar, né?

No mundo das atléticas e dos jogos não está nada diferente.

Com dificuldades apresentadas por aulas suspensas ou sendo ministradas por EaD devido as medidas de segurança pública, muitas atléticas acabam ficando parcialmente paradas, onde para algumas, a rotina continuou apenas no setor de marketing para dar uma interagida com a galera.

Assim, o desafio é o que fazer quando voltarmos a normalidade? (se é que voltaremos ao antigo normal), pois com certeza, a maioria dos planejamentos feitos já foram por água a baixo.

A volta da rotina, vai exigir uma revisão do planejamento mãe de cada atlética, e se sua atlética não possui um, é hora de começar a repensar isso pois as coisas podem parar de dar certo ao acaso. O fato é que o planejamento mãe nada mais é do que o “Norte” para onde a atlética aponta sempre, e a partir dele, todas os demais setores criam seus planejamentos com foco para que o objetivo seja concluído durante a gestão.

Atléticas tem objetivos diferentes, tem públicos diferentes, costumes diferentes, por isso não existe um objetivo de planejamento que seja regra a ser seguida. O esportivo, por ser a razão de uma atlética existir, é talvez o mais famoso dos objetivos. Algumas atléticas trabalham com foco na interação social, com objetivo de propiciar a melhor relação entre seus acadêmicos. Já outras tem foco em eventos, seja a que foca em lucro ou na experiência de quem compra essa ideia, podendo as mesmas estarem produzindo o evento todo ou apenas sendo uma revendedora de outro evento maior.

O fato é que tudo saiu do planejado, com jogos sendo cancelados ou adiados em todos lugares, eventos de todos os portes, sem permissão prévia, para evitar aglomerações. O que resta para fazer nesse momento? Eis a pergunta de um milhão.  Assim, é ir trabalhando com as atuais possibilidades, mantendo contato mais frequente possível entre as ligas e seus diretores.

Com essa parada, o fluxo natural de produtos fornecidos pelas atléticas despencou. Como hoje em dia a maior venda ainda se dá nas banquinhas das atléticas, ou diretamente com o diretor responsável, fica muito difícil montar uma lista de pedidos e seguir a produção. Quem trabalha com estoque, tem uma facilidade maior, afinal o produto continua lá e pode ser repassado mais para a frente.

Do lado esportivo, uma incógnita total, sem definições de datas para jogos, ou sobre utilização dos espaços físicos para treinos, fica quase impossível um planejamento maior de suas ações. O que resta é trabalhar com hipóteses para chegar com a melhor preparação possível, caso tenhamos chances efetivas dos jogos ocorrerem ainda esse ano.

O Marketing em geral tem se saído muito bem em muitas atléticas, os “bingos”, os desafios, “Jogo da minha vida”. São alguns exemplos de coisas que vem tomando conta das redes sociais das atléticas. Outra parte que vem se saindo muito bem são as ações solidárias, muitas vêm se destacando na parte de arrecadação de alimentos, roupas e produtos de higiene e limpeza.  

Gestão de pessoas também terão seus desafios, fazer com que todos membros da gestão permaneçam firmes e engajados no processo de volta a rotina. Isso também compromete as próximas gestões, pois não rolou ou não rolará processo seletivo adequado nesse primeiro semestre letivo, com isso a troca de bastão não se dará ao natural. Alguns podem acabar estendendo suas passagens pelas atléticas para facilitar, mas não é a realidade de todos por diversos motivos.

Financeiramente falando, impactos são grandes também, a queda de receita com vendas de produtos, associações, pacotes de jogos e eventos em geral. O lado que assusta menos é que normalmente atléticas não possuem despesas fixas, pois membros são todos voluntários e existem apenas despesas com contador, para atléticas que possuem CNPJ ativo, e com treinadores, que na falta de treinos acabam sendo dispensados ou negociando seus pagamentos.

A parte financeira dos Jogos também vai sentir, com uma recessão econômica devido aos efeitos da pandemia, naturalmente muitos alunos devem ter dificuldades para adquirir produtos ligados a atlética e conseguir ir aos jogos, assim, um desnível técnico naquele primeiro evento. Atléticas que possuem um caixa mais forte devido a anos anteriores, largarão na frente, porém como sabem isso não é garantia de sucesso. As ligas precisam repensar seus custos, pois obviamente não terão uma arrecadação seguindo o padrão de edições anteriores.

Arquibancadas cheias? Não se sabe quando. Festas? Não se sabe quando. O fato é que crises como essas são grandes reveladoras das verdades, mostrando pontos fracos devidos as adversidades que nos pegam de surpresa. Quem conseguir observar essas coisas e saber usar ela a seu favor, largará passos largos na frente. Assim, fico por aqui torcendo para que todos estejam com saúde e para que logo a ciência consiga nos trazer uma solução médica viável e a vida possa continuar. quem puder fique em casa.! Logo nos encontraremos nos rolês por aí.  “Soquinhos” a todos, pois abraços estão sendo evitados.

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