Gabriela Moura de Freitas, estudante da Poli e atleta do time feminino de futsal.

Ultrapassando a metade do ano de 2020 nos deparamos com grandes mudanças que esse ano nos proporcionou. Assim como a maioria das empresas, as Atléticas também tiveram que pensar em maneiras de inovar para que seu funcionamento ocorresse “normalmente”.

Uma atlética possuí diversos propósitos. Um deles, e que eu considero o mais importante, é estimular a interação e integração da comunidade acadêmica por meio do esporte. Diante disso, é essencial que uma Atlética proporcione uma rotina de treinos aos seus atletas. Em meio a situação atual, em que devemos fazer isolamento social, também tivemos que nos adaptar em relação a isso.

Por sorte, vivemos em uma era digital. Com a falta de treinos presenciais, diversas atléticas usaram redes sociais, como Instagram e Facebook, para realizar a interação com os atletas.

#FiqueEmCasa, campanha realizada pela Atlética UNESP Bauru.

Exemplo disso, é a Atlética Unesp Bauru (@atleticaunespbauru), que desde o início da quarentena buscou realizar os treinos de forma remota. Jhonatas Oliveira, presidente da Atlética, disse que no meio de março encerraram as suas atividades presenciais e lançaram a campanha #QUARENTREINA, convidando os(as) técnicos(as) para que elaborassem as planilhas de exercício. Ele ressaltou que tentaram manter a interação ao máximo nas redes sociais para que todos participassem. Como forma de incentivo, as modalidades e os atletas que tiveram a maior frequência de treinos foram premiados com base na contabilização de marcações feitas no Instagram. A campanha durou 80 dias e teve a participação de 105 pessoas. Ao todo, foram realizados 1919 treinos.

Papo de Atleta, projeto da Atlética Poli – USP, entrevista grandes referências do esporte brasileiro.

Já a Atlética Poli (@atleticapoli), realizou aulas de preparo físico com o acompanhamento de técnicos por vídeo chamada e fechou parceria com a Liga de Nutrição de São Camilo, onde cerca de 80 atletas estão recebendo consultas online. Lucas Padial, Vice-Presidente da Atlética, enfatizou que essa é uma boa maneira de manter os atletas em forma durante esse período. Comentou também que criaram um projeto chamado Papo de Atleta, onde fazem entrevistas com grandes referências do esporte brasileiro.

Dentre os entrevistados, podemos citar: Hélia Souza, mais conhecida como Fofão, ex-levantadora da seleção brasileira de vôlei feminino; Ricardinho, ex-jogador de futebol de salão, que já foi campeão mundial tanto como atleta como técnico; Jadel Gregório, que é um dos maiores nomes do atletismo no Brasil e é recordista em salto triplo; Márcia Taffarel, pioneira do futebol feminino e que foi peça fundamental na seleção; Hugo Hoyama, mesa-tenista brasileiro e uns dos maiores medalhistas no Pan-americano; dentre outros.

Buscando uma conversa mais dinâmica, a atlética resolveu colocar como entrevistador um atleta que praticasse o mesmo esporte que o entrevistado. Eles acreditam que dessa forma a resenha e a troca de experiência pode ajudar os acadêmicos a superarem ainda mais os limites e buscarem metas cada vez maiores.

Você pode assistir as entrevistas do projeto no Facebook da Atlética Poli.

Rinha entre modalidades criada pela atlética XVIII de Março, Peleia no Chiqueiro.

Com foco na integração entre as modalidades, a atlética XVIII de Março (@atleticaxviiidemarco) resolveu promover uma rinha, chamada Peleia no Chiqueiro. Troquei uma ideia com o José Luiz Sturmer (Zé), que é diretor de esportes da atlética. Ele disse que por estarmos em uma época muito complicada, temos que buscar maneiras de motivarmos o pessoal para que eles não desanimem.

“Foi dessa maneira que conseguimos buscar a essência e o sentimento de pertencer a uma atlética, mesmo que de modo virtual, conseguindo também consolidar a união em cada modalidade.”

-José Luiz Sturmer

Para quem não sabe, uma Rinha Universitária é uma disputa realizada entre times por meio de um chaveamento. Geralmente as votações são feitas pelo Instagram, e vence o time que possuir mais votos. Já que é feita totalmente online, é uma boa alternativa para envolver a atlética e suas vertentes.

Como modo de incentivar a galera a participar, eles ofereceram premiações de empresas parceiras, e ressaltaram a importância em explorar ao máximo toda a ajuda que essas empresas podem oferecer. Em um momento como esse, os dois saem ganhando. A atlética, por conseguir o patrocínio, e a empresa parceira, por ter sua marca divulgada.

Segundo o José Luiz, a rinha teve grande importância por promover a união entre os atletas. Foi em tom de entusiasmo que ele me disse que o evento quebrou todas as expectativas da atlética. Mencionou que chegaram a bater três mil votos para uma modalidade, e seis mil votos em uma única batalha. Desse modo, certamente conseguiram resgatar um pouco da essência e da competitividade que temos ao participar de uma atlética.

Assim como nos jogos universitários, os times tiveram a sensação de ter um objetivo em comum, onde a união foi chave fundamental para a vitória.

Essas foram algumas das diversas maneiras que podemos incentivar nossos atletas durante esse período. Independente da maneira escolhida, o que realmente importa é fazer com que os atletas, assim como todas as vertentes, estejam sempre em contato com a Atlética. Use a criatividade para explorar novas abordagens e de forma inovadora!

 

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