3 histórias de perrengues nos jogos pra você matar a saudade!

Todo mundo tem uma história nos jogos. O frio na barriga, a ansiedade para entrar em quadra (ou para curtir as festas com os amigos) e as emoções proporcionadas por quatro dias repletos de integração, loucura, e é claro: perrengue fazem falta. Na hora, a gente até acha que vai dar tudo errado (e dá rsrs), mas a verdade é que quando passa, vira história.

E quem não tá com saudade de tudo isso, universitário não é. Pensando em reviver esses momentos e matar um pouquinho dessa sensação maluca de jogos, confere aê três históricas de jogos. É provável que você se identifique com alguma delas. 

De copão na mãooooooo

O ano é 2017, Inter Bauru. A rep do Leonardo (saudosa Baile de Peruas) e alguns amigos fretaram um ônibus para levar e trazer a galera do local da festa para a casa deles devido à distância. O combinado com a empresa de ônibus era simples: levar o pessoal de volta da festa noturna às 6h00. 

Já nos primeiros dias, eles perceberam que não foi um bom horário. Pensa bem, a festa de fato acabava às 6h00, mas para pessoas alteradas e felizes chegarem até o busão vai um tempo, né… E durante esses dias, o motorista já foi perdendo a paciência porque a galera sempre atrasava. Como contou o Léo: o problema se agrava quando a festa do último dia acaba às 7h00 e não às 6h00. 

Para ajudar, ele resolveu aproveitar ao máximo o último dia e bebeu demais. Chegando às 2h00, o Léo teve a brilhante ideia de dar um rolê na festa sozinho, porque os amigos estavam “tirando a vibe” falando pra ele dar uma segurada (kkkkk quem nunca, né). Mas como todo bêbado em festa universitária, Leo resolveu tirar um descanso em uma das barracas de lanche e acordou já com o sol nascendo. Sem noção do horário, mas entendendo que o rolê estava acabando, não lembrou que o ônibus saia antes de acabar a festa dessa vez. Curtiu ao som de Anitta sozinho na tenda eletrônica até chegar a “hora” dele voltar pro ônibus.

“Quando eu fui pro lugar onde o ônibus esperava a gente, obviamente que não tinha mais ninguém. Meus amigos tinham sido mais prudentes, eles lembravam que o ônibus saia antes da festa acabar e todo mundo foi embora no horário certo. Eu às 6h00 provavelmente estava no meu décimo terceiro sono e, quando cheguei no local dos ônibus, não tinha mais nada. Por sorte, tinha um ônibus oficial da delegação de Bauru que levava o pessoal pra um lugar perto da minha casa.” 

Foi aí que o Léo pensou em pedir carona para o busão de Bauru. “Cheguei na porta do ônibus e estava tranquilo sem fila, não tinha mais como dar problema, só que o cara da porta do ônibus foi maldoso e falou ‘só vou deixar você entrar se você entregar sua caneca’ e era aquela caneca de Bauru amarela linda”. Mas o Léo estava tão cansado, de tutu cueca e colete como ele bem lembrou, nem quis argumentar. “Sabe quando você só quer ir pra casa depois do rolê e dormir. Foi isso que eu fiz, eu falei ‘tó, moço’”. Só que segundo o Léo, o moço pediu a caneca brincando, se ele tivesse falado com “jeitinho” ele acha que teria conseguido a carona, mas ele estava tão cansado (e bêbado kkk) que não quis nem contestar. Foi assim que a caneca do kit de Bauru valeu uma carona de volta para casa.

Léo prontinho para trocar sua caneca por uma carona.

A dimensão paralela dos alojas

No Engenharíadas Paranaense em 2018, a galera da Epidemia decidiu criar um jogos na dimensão paralela dos alojas, o Epidiotas. Tiveram vários tipos de dinâmica: boliche humano, torre humana e canecada na testa. Tava tudo indo “bem” até que um dos participantes deu uma cabeçada em uma palmeira. Tranquilo, o moço ficou bem, o problema é que a palmeira partiu. A galera tentou colocar de volta, mas não deu certo. Resultado? A palmeira custou uns R$ 4 mil e o pessoal teve que dividir a conta dias depois do acontecido. 

Quando você chega atrasado nos jogos 

O pessoal da UNESP Bauru teve um probleminha e quase perdeu o primeiro dia de Inter Araraquara em 2015. Imagina, você animadão para ir para os jogos, esperando o busão em frente a facul e nada dele chegar. A Atlética ligava, ligava e ninguém atendia, porque era meia-noite e ninguém estava na garagem.

A gestão começou a ficar preocupada. Como a empresa de ônibus não era de Bauru, eles foram até a cidade da empresa para entender o que tinha acontecido. Enquanto isso a delegação toda com malas e afins em frente da faculdade esperando. 

Até que a galera da Atlética conseguiu falar com a empresa e eles falaram que no contrato tava acertado o ônibus sair da madrugada do dia 15 para o dia 16, mas o busão precisava sair da madrugada do dia 14 para o dia 15. Foi um rolo só. Sem uber e sem saber se algum ônibus ia chegar para pegar a galera, a delegação de Bauru armou barraca em frente a facul e todo mundo dormiu lá mesmo. 

O pessoal da gestão levou de carro quem ia competir bem cedinho, chegando lá, eles conversaram com as outras atléticas e mandaram os ônibus de outras Unesps para pegar a galera de Bauru. Nove da manhã do outro dia, a delegação conseguiu embarcar rumo a Araraquara “Chegamos lá no outro dia, com o Inter rolando já, foi muito bizarro, mas foi muito divertido”.

Se beber, certifique-se que vai ter ônibus para voltar

Todo jogos tem aquele dilema: ficar mais um tempinho na festa ou voltar com segurança para o aloja? Inter Araraquara 2018, primeiro dia de festa e a atração principal da noite era o Dennis DJ. O show ia começar às quatro da manhã, mas ele atrasou e começou a tocar quando já estava amanhecendo. 

A Sarah, Marina, Tri, Maria Clara e Laurinha já estavam prontas para pegar o ônibus da Atlética até que esbarram com um amigo, que prometeu pedir um Uber para elas depois que o show acabasse. Foi então que decidiram ficar. Acabou que no final do show elas descobriram que o amigo não estava no aloja e ia para outro lugar. Ferrou! A Atlética já tinha falado que não ia mandar ônibus depois do horário combinado. Mas mesmo assim elas decidiram ficar esperando. 

Nesse meio tempo, elas encontraram umas amigas em comum, uma delas estava com celular, o problema é que o preço do Uber estava R$100,00. Sem dinheiro e com álcool no corpo, decidiram voltar a pé para o aloja (detalhe:  ficava uns 20 km do lugar da festa), porém era o jeito.  

A travessia mal tinha começado quando uma delas, já estava ficando com um menino que encontrou no caminho. Uma outra se jogou na ponte de um motel. Mas tudo certo! (ou nem tão certo assim). Continuando elas encontraram uma galera que estava na mesma situação e continuaram em bando. 

Enquanto andavam na rodovia, alguém do bando conseguiu convencer a Atlética de mandar um ônibus para os últimos do rolê. Foi então que todo mundo sentou aliviado na beira da rodovia, esperando o busão da atlética para salvá-los.

Curtindo no show do Dennis DJ sem saber que tinham um longo caminho pela frente.

Agora conta pra gente: qual perrengue você já vivenciou nos jogos?

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