Salve Salve pessoal, um dos feriados mais esperados pelos universitários de todo sul desse Brasilzão chegou, nos dias 15, 16 e 17 aconteceu o #VEMPROUNI popularmente conhecido com universipraia ou apenas uni. O evento reuni mais de 100 atléticas que vão até Laguna/SC atrás da famosa integração e também de alguns troféus, já que a parte esportiva é um dos pilares desse evento.

Falando em troféu, outro que esteve em disputa nas areias de Laguna em 2019 foi o Desafio de Baterias. As vezes até alvo de reclamações, pois param o funk, o desafio é uma das partes mais consolidadas do Uni, nessa edição tivemos 5 das melhores baterias da região sul fazendo suas apresentações em busca do Caneco.

Foto: Renata Augustin (@cuscopics) – Apresentação da bateria Minotrago

Falamos com o Lauro da MinoTrago, da AAEE UFRGS, sobre como foi essa edição:

–  “Para nós o desafio do universipraia de uma importância muito grande, por hoje ser nosso único desafio no ano, nós que já fomos campeões na primeira edição do desafio em 2015, acabamos sofrendo um pouco por só ensaiar uma vez por semana. Mas ainda assim buscamos fazer uma apresentação mais difícil em relação ao ano passado.

Eventos são o que mantem a bateria, ano que vem pretendemos tocar em pelo menos três desafios, pois facilita em manter o engajamento. E como praticamente metade dos ritmista estavam em um desafio pela primeira vez, então nós buscamos passar confiança para todos, porque confiança é muito importante para evitar erros durante apresentação.

A pós apresentação já é aquele lance mais de integração entre todos ritmistas, é muito boa essa parte na hora de relaxar um pouco, conhecer as pessoas, para saber a realidade das outras baterias, como foi a pressão das que estavam lá pela primeira vez. A troca de experiência é fundamental e uma das coisas mais importantes que levamos pra casa. ”

Quem também dedicou um tempinho para falar de como foi a participação no Desafio foi Guilherme Cordeiro, o Gui, Presidente da BATERAAACA que participou pela primeira vez do Desafio:

       –  “Acho que tudo começou no Uni 2018 quando fomos assistir o Desafio de Baterias e dali colocamos como meta que em 2019 a BaterAAACA participaria, a partir desse momento começamos toda a saga UNI 2019. Primeiro começamos a montar nossa apresentação, toda semana tendo reuniões de criação musical, assistindo diversos vídeos, entrando em contato com diversas baterias… tudo isso para tentar aprender o máximo e conseguir aplicar isso no desafio de 2019. Acredito que as últimas semanas foram as mais difíceis, começamos a ensaiar quase todos os dias, alguns em baixo de chuva e outros com um sol insuportável, mas era nítido a vontade de todos querendo cumprir o objetivo de ir para o desafio.

No grande dia, nossos ritmistas iriam sair as 6:00 horas com destino a Laguna, porém a ansiedade não deixava ninguém dormir, já em Laguna o clima era de muita ansiedade, fizemos o último ensaio antes do desafio que veio acompanhado de uma conversa entre os membros onde reunimos nossas energias e colocamos em pauta mais uma vez qual era o nosso propósito e que junto a ele deveríamos também aprender o máximo e o que eu acredito ser o mais importante era aproveitar, aproveitar nosso momento lá em cima do palco e pensar em cada gota de suor, cada calo na mão, cada almoço perdido para poder ensaiar, mostrar que tudo isso valeu a pena e agora a recompensa chegaria.

Infelizmente nossa colocação não foi a esperada, porém o sentimento de vitória por alcançar nosso objetivo estava presente em todos. Agora já traçamos nossos planos para o desafio do UNI 2020 que é estudar muito e chegar com força total para trazer o sonhado troféu para Araranguá. ”

Foto: BaterAAACA – Primeira Apresentação da BaterAAACA

E assim ficou a classificação final do Desafio de Baterias, a grande campeã foi Nota CEM, seguido pela Minotrago, logo após vieram a BatuCão em 3º e a JavaBrava 4º lugar, na 5ª colocação ficou a BATERAAACA.

Melhor mestre: Nota CEM

Melhor Repique: Nota CEM

Melhor Tamborim: Minotrago

Melhor Caixa: Minotrago

Melhor conjunto de surdo: Nota CEM

Melhor surdo terceira: Minotrago

Melhor chocalho: Batucão

Melhor agogô: Nota CEM

E buscando saber qual a receita do sucesso, falamos com o Gustavo Nakano, da Nota CEM, bicampeã do desafio:

Antes de falar sobre qualquer parte da nossa caminhada até o Universipraia, é preciso falar do que nos motivou ainda mais a dar o nosso melhor no evento, a nossa pariticpação na Copa de Baterias Universitárias, o CBU. No início do ano decidimos participar desse desafio que englobaria grandes nomes de baterias do Sul. Demandamos muitos esforços para conseguirmos comprar novos instrumentos e financiar a ida de todos os ritmistas: vendemos rifas, fizemos festas, produtos, e claro, nos preparamos com ensaios intensos. Infelizmente, o resultado foi muito abaixo do que esperavamos, e isso inicialmente nos gerou um impacto muito negativo. Após uma vitória no Desafio do Uni de 2018, um penúltimo lugar podia ter resultado em um desânimo generalizado de nossos ritmistas, entretanto, após uma semana de reflexões e conversas, decidimos que iriamos dar o nosso melhor no Uni de 2019, para nos engajarmos novamente e também como preparação para o CBU de 2020. A caminhada foi novamente intensa; de imediato contratamos um workshop de baterias universitárias com o Tião e Smee, o que nos ajudou demais a traçar nossas estratégias para o desafio, a nos organizarmos internamente, a engajar nossos ritmistas e claro, a melhorarmos musicalmente. Entretanto, o semestre nos reservava muitos desafios, e o primeiro deles foi a necessidade de pessoas em alguns naipes, pois não é fácil conciliar uma rotina intensa de ensaios com nossa rotina pesada de estudos na engenharia, muitos dos nossos ritmistas já estavam em fases finais, e em vista disso, optaram por deixar a bateria nesse momento. Intensificamos os ensaios para qualificar novos ritmistas a tempo, fizemos adaptações internas, convencemos ritmistas antigos a voltar, e tudo parecia caminhar bem. A todo tempo, procuramos manter a união e incentivar o entrosamento de todos dentro da bateria, pois não é fácil convencer cerca de 20 pessoas a doarem suas tardes e dividir seu tempo de estudos em prol de um objetivo, mas todos estavam decididos a levar o primeiro lugar desse desafio, e isso manteve a bateria unida e focada durante todo o processo. Em um segundo momento, agora mais perto do evento, nos deparamos com mais um desafio, o número limitado de pacotes de ritmistas, que nos obrigaria a levar menos pessoas do que planejavamos. De cara isso nos representou um problema muito grande, pois como iríamos cortar pessoas que estavam preparadas para tocar e que almejavam esse título junto com a gente? Fizemos então o possível e o impossível para que mais pessoas fossem à todos os dias do evento, sobrando assim mais pacotes de ritmistas, e permitindo que todos tocassem. E assim embarcamos para mais um Desafio de Baterias do Uni, com a vontade de levar o caneco, e acima de tudo, de que aquele fosse um dos melhores momentos da vida de cada um que, junto com a gente, dedicou seu tempo, se determinou a dar o melhor de si, sonhou e fez acontecer o nosso segundo título, que é só o começo da preparação para a nossa participação novamente na Copa de Baterias Universitárias. Levantar a taça e olhar os rostos de todos, contentes com seus resultados pessoais, e com sorrisos e olhares de dever cumprido, não tem preço, a nossa bateria é mais que só um grupo, é uma família, e é isso que nos motiva a dar tudo de nós em eventos como esse! Nos aguardem em 2020!

Foto: Bateria Nota Cem – Ritmistas comemorando o BiCampeonato do Desafio

É isso galera, foi um resumão do que rolou no desafio de baterias do Uni. Mas graças a @Deus ano que vem tem mais.

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