Acho que todo mundo já se perguntou de alguma forma como funciona a organização interna de uma bateria. Quem marca os ensaios? Como funciona a escolha do mestre? E dos naipes – quem toca qual instrumento? Isso quem faz é o diretor de Atlética? Com que dinheiro compram os instrumentos? Enfim, são várias questões importantes que variam muito de uma bateria para outra, mas uma coisa TODAS as baterias têm em comum: o amor pela sua Atlética.

A maioria das baterias nasce da Atlética, mesmo que sua organização seja completamente independente dela. Um grande e lindo exemplo disso é a bateria Rapozona, da Atlética de engenharias da UTFPR Toledo – a Raposa.

Criada em 2013 pela Raposa, a Rapozona tem diretoria própria, mas com uma ligação e laço ENORMES com a Atlética. Consiste em: presidente, diretor financeiro, secretário, diretor de Atlética, marketing, patrimônio e mestre. Quem estipula e marca os ensaios lá é o mestre! No início do semestre, ele já apresenta um quadro de 3 ou 4 ensaios semanais, e nas “baixas temporadas” (que é quando a bateria volta de algum desafio/torneio ou ainda é começo de semestre), a Rapozona realiza a base (escolinha), iniciando – o que eu acho o mais legal dessa bateria – um processo de formação do ritmista.

Essa construção do integrante quem compartilhou com a gente foi o Lucas Luna, ex mestre da Rapozona. Ele explica que “o processo de construção do ritmista consiste tanto na parte técnica, quanto na parte de entender o que é a bateria, saber a história dela, da importância e se realmente ele está disposto a fazer parte disso tudo”.

Bateria Rapozona

Nesse mesmo sentido caminha a bateria Contra-bando, que em 2010 nasceu por iniciativa da Atlética de Engenharias da Unioeste Foz – o Rino. A Contra-bando é realmente separada da Atlética, então eles tentam estruturar uma diretoria que consiga se manter de forma independente, que são: presidente, tesoureiro, diretor de ensaio, diretor de eventos, diretor de infra, marketing e mestre (que não necessariamente tem que fazer parte da diretoria).

A divisão deles é mais ou menos assim: o presidente cuida mais da parte administrativa (reuniões de desafios, cuida da parte de shows quando a bateria realiza esse tipo de apresentação); o tesoureiro cuida da entrada e saída de dinheiro; o diretor de ensaio marca os ensaios e arranja os locais; o diretor de eventos organiza os eventos da bateria (tendo em vista que estamos falando de uma organização super independente da Atlética, então trazer dinheiro pra bateria é uma função essencial); o diretor de infra cuida da manutenção dos instrumentos e faz os pedidos de compras; o diretor de marketing divulga os eventos que a bateria participa, cuida das páginas e redes sociais, faz os contatos com a galera e cuida da parte dos novos membros; e, por fim, o mestre foca em criar a apresentação e bossas, passando de uma forma didática aos ritmistas da bateria.

Mas é aquela coisa né, mesmo que seja separado, ainda é junto! O atual presidente da Contra-bando, Felipe Iuliano, ressalta pra gente exatamente isso, que “só porque somos separados da Atlética não quer dizer que ainda não façamos coisas juntos e não nos ajudamos quando preciso”.

Bateria Contra-bando

E falando de união de Atléticas e baterias, aqui vai um exemplo de uma organização um pouquinho diferente: a bateria Comando Oeste, da Atlética de Direito da Unioeste – a Preguiça, que foi criada em 2013 e é um projeto de extensão da Universidade.

Nesse caso, a união não é só sentimental: é estrutural também!

Dentro de uma Atlética, como vocês já sabem, existem várias diretorias (esportes, eventos, tesouraria, etc) e aqui no caso da Comando e da Preguiça, uma dessas diretorias é a de bateria. Ou seja, a organização interna da bateria é totalmente em conjunto com a da Atlética, e a do caixa também. Mas isso não quer dizer que quando a bateria levanta uma graninha ela não pague suas próprias coisas!

Percebam que aqui é mais genérico, não tem nenhuma divisão de funções, são esses mesmos dois diretores que fazem tudo que envolve a bateria: desde documentações, ensaios, integração com os estudantes, recrutamento de membros, TUDO. E nos jogos, sendo diretores da Atlética também, essas mesmas pessoas tem outras responsabilidades que muitas vezes nem envolvem a bateria!

Daniel de Melo, diretor da Comando, expressou o tamanho do amor pela sua Atlética e bateria dizendo que “hoje eu amo e vivo o samba. A bateria é uma família pra mim, muitas vezes eu estava triste ou irritado no meu dia, e eu saía do ensaio muito melhor do que eu chegava!

Bateria Comando Oeste

Dentre todas as formas de organização, não existe uma certa ou errada. O mais lindo de tudo é que não importa se a diretoria da bateria é junta ou separada, se é dependente ou não da Atlética, a relação de apoio e parceria que as duas instituições têm é muito forte!

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