A primeira coisa que vem na cabeça quando a gente pensa em eventos universitários são as calouradas!

Por definição, “calouradas” são as festas proporcionadas pelas atléticas para recepcionar os calouros e introduzi-los à vida universitária com o pé direito, mas nós sabemos que elas vão muito além disso. Quase como um momento mágico, as calouradas são momentos de pegação integração, de fazer novos amigos, de ver o calouro encher o copo do veterano, ficar louco e ainda prestigiar a sua bateria do coração.

Os preparativos começam muito antes do que você imagina, ainda no ano anterior. Os responsáveis começam a discutir sobre o próximo evento. “O que melhorar? O que manter na próxima edição? Quais atrações vamos convidar?” Tudo isso visando você que frequenta essas festas, que é um apaixonado por eventos universitários assim como eu, e que também conta os dias pra chegar o melhor dia do ano.

Para os membros da atlética que de fato fazem o rolê acontecer, o trabalho vai um pouco além disso. Alguns meses antes começa a correria para dividir funções, quem vai atrás de chácara, alvará, mandar fazer convites, segurança, banheiro, cerveja, gelo, gummy, enfim, existem uma infinidade de outras coisas que uma festa desse tamanho precisa. Se eu fosse falar tudo aqui, vocês não iriam acreditar!

Após cotar todos os itens, está na hora de criar o evento no facebook, lá é onde a galera interage, onde rolam as promoções, onde são publicadas quais serão as atrações e onde vão rolar os pedágios. Mas o que são pedágios? É quando a galera da atlética junta o pessoal, prepara um gummyzinho e vai pra algum ponto estratégico da cidade distribuir flyers e divulgar a calourada, afinal, um evento de 1500+ pessoas não se vende sozinho.

Passada a fase dos preparativos, após longos plantões de venda, muitos spams no face e no whats, o hype da galera já está lá em cima, é chegada a hora do grande evento. Logo de manhã, todos da atlética devem estar na chácara, sem choro, sem ressaca, estar lá de corpo e alma, porque o trabalho está longe de terminar. Começando pela logística: do bar, do palco, da entrada, e assim que a cerveja chega na chácara começa o momento mais odiado e esperado pelos membros da atlética, que é o que apelidamos carinhosamente de “bater caixa”. Colocar as infinitas garrafas de cerveja dentro das caixas térmicas junto com o gelo triturado, para que a cerveja esteja trincando na hora da festa.

Chegada a hora do evento, a magia começa a acontecer. As pessoas começam a aparecer de todos os cantos, a fila da entrada começa a aumentar. Todos trajados com alguma vestimenta da sua atlética do coração, seja com camiseta, boné, cachecol, samba-canção e todos carregando com si a famosa caneca e o tirante da própria atlética, que é o que marca e define o calouro e o veterano como parte desta associação acadêmica.

Já dentro da festa, as coisas começam a esquentar quando a bateria entra pra fazer a sua apresentação. É o momento marcante da calourada, onde os calouros têm um dos primeiros contatos com o que é uma bateria universitário, a qual eles podem fazer parte se quiserem, e onde os veteranos, mais uma vez, cantam as músicas de torcida que fazem parte dessa história, é hora de pular muito e jogar cerveja pra cima, de abraçar o amigo e cantar as melodias que zoam a atlética rival (fala tatu bola, quem é que te come?).

Se tem uma coisa que me emociona é ver todos que compartilham o mesmo sentimento por uma atlética cantando junto, seja em cervejada, seja dentro de quadra em um jogo importante, pode ser música de torcida ou até o hino da sua atlética, as músicas da bateria fazem o sentimento por essa loucura toda crescer, tornam tudo isso uma experiência incrível, seja você calouro, veterano ou velha-guarda.

No decorrer da calourada acontece de tudo um pouco, é daí que surgem as melhores histórias de faculdade, aquelas que você irá contar aos filhos (para alertá-los a não fazer igual, claro), não podemos esquecer das bebidas típicas das atléticas, como o rabo de galo, sangue de mosquito, mijo de elefante e muitas outras a serem experimentadas por aí. Nas últimas horas de festa a coisa começa a esquentar, pessoas sóbrias já são minoria, o pagodinho/funk rolando solto, você já não sabe mais o que é roupa e o que é sujeira, e tudo que você quer é aproveitar a festa ao máximo.

Pro pessoal da atlética, esse é o momento de correria, eles têm que garantir que está tudo em ordem, que a cerveja esteja gelada, que as atrações estão tocando no tempo certo, e o mais importante, garantir que todos estejam se divertindo. Lembrando, o sentimento de realizar um evento desse porte vai muito além dessa correria toda, saber que todos ali estão curtindo por causa da sua atlética não tem preço, o lucro de uma calourada é revertido para os jogos que as atléticas participam, na inscrição ou em treinos, pode ser nos Jurídicos, Engenharíadas, Intermed, Joia e muito mais.

Ademais, a integração que acontece entre os acadêmicos acaba gerando uma maior adesão dos alunos nos esportes, na torcida, no plano de associados e na vida acadêmica como um todo. Se você ainda não faz parte de uma atlética corre e participa logo dessa maluquice, é de graça e você vai fazer amigos que vai levar para sempre.

 Aqui vão algumas breves palavras de presidas e ex-presidas das atléticas que já realizaram as maiores calouradas de Maringá:

GALOURADA (13° edição)

GALOURADA (3)

Lucas Mantovani (Galo Terror): “É um sentimento de satisfação muito grande, ver que essa festa, produzida inteiramente por nossa Atlética, consegue encher a chácara Vitória, é realmente muito gratificante. A gente passa meses planejando para que tudo dê certo e o que faz ela ser a mais tradicional e uma das maiores recepções de calouros de Maringá, é porque sempre dá!

MOSQUITADA (9°edicão)

epidemia

André Luiz F. Modesti (Epidemia): “Nos meus tempos de maior envolvimento coms os projetos da AAAEUEM, era uma satisfação enorme organizar a Mosquitada, principal cervejadas da Epidemia para os acadêmicos de Engenharia e Arquitetura e para toda comunidade universitária de Maringá. Esse prazer e felicidade são proporcionados ao ver os presentes no evento se relacionando das mais diversas e positivas formas, trazendo um pouco de descontração e lazer nesses 5 anos de vida acadêmica. A Epidemia UEM tem o orgulho de fazer o maior evento realizado integralmente por uma Associação Atlética, e convida todos os leitores do blog IntegraÊ para sua #9 Edição  em maio de 2017. Ex-presidente, gestão 2016”

CALOURADA DA X (6° edição)

CALOURADA X (1)

Robson Alves (X de Junho): “É pra falar de festa? Então é com X mesmo! A Calourada da X foi o primeiro grande evento da nossa Atlética a se consolidar no cenário de festas universitárias de Maringá conquistando um público cada vez maior com o passar das edições. É um trabalho que começa a ser planejado de 3 a 4 meses antes do evento, para que tudo esteja impecável no dia. Ver que a cada edição está mais estruturada e poder acompanhar a garra e o amor com que os integrantes da Atlética – sejam eles diretores, membros da bateria, torcida e cheers, ou até mesmo ex-alunos – têm para a realização da festa é algo imensurável! Hoje, nos vemos realizados por conseguir alcançar um espaço significante entre as maiores Calouradas de Maringá, sem deixar de, ainda assim, procurar sempre inovar e trazer melhorias ao público!”

RODAPÉ VINICIUS

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