Foto: Marcos Solivan/UFPR/Divulgação/Revista Exame

O ambiente universitário é comum a quem trabalha ou estuda em uma universidade, porém, pra galera que não é tãoooo próxima desse mundo, pode ser meio confuso entender como funcionam as instituições de ensino, afinal, elas vão muuuuito além das aulas. Por isso, hoje resolvi pegar um tempinho para explicar pra você, que buscar entender melhor sobre este mundo, sobre o que rola de verdade em uma universidade. Vem!

Pesquisa

Sem pesquisa nem mesmo se pode considerar uma instituição uma universidade. De base temos os projetos de iniciação científica e projetos de conclusão de curso, porém eles são apenas o início. Diversas universidades contam também com programas de pós-graduação responsáveis por formar os mestres, doutores e pós-doutores do país (acho muito chique falar que alguém é pós-doutor). Além disso, também existem os institutos de pesquisa como laboratórios e estações meteorológicas, que prestam serviços e desenvolvem projetos para a comunidade local, porém, aqui entre o próximo tópico.

Oferta de serviços à comunidade

Nãooo, nós não temos apenas aulas e acabou. Uma universidade e, principalmente se for pública, públicas tem o dever de devolver à comunidade o investimento colocado nela de alguma forma e é aqui que fica visível o trabalho dos estudantes e professores em prol da população. Usando como exemplo o meu local de ensino, a Universidade Estadual de Maringá, lá encontramos o Hospital Universitário, a Clínica de Psicologia Aplicada, a Clínica Odontológica, o Laboratório de Ensino e Pesquisa em Análises Clínicas, a Estação Climatológica da UEM e mais um moooonte de coisa. E isso são exemplos apenas de uma universidade estadual, em uma cidade do interior. Agora, imagina como isso funciona em uma Universidade Federal, localizada na capital de um estado, por exemplo?

A profissão na prática

Projeto CMM no Vestibular da UEM

Um dos meus pontos preferidos: as Universidades se esforçam e muito para que possamos entender mais da prática de nossas formações. Neste ponto devemos valorizar (MUITO) os projetos de extensão orientados pelos professores: aqui temos a oportunidade de vivenciar e estudar situações da prática, como por exemplo, no meu caso, a produção audiovisual em um estúdio de verdade na TV da facul ou a redação de reportagens no portal do curso. De novo, isso são experiências pequenas comparadas às inúmeras possibilidades que nos são colocadas.

Incentivo ao esporte

Aaaah, o esporte universitário! A grande estrela do Integraê, o esporte é capaz de levar o nome da universidade aonde quer que vá. É pra isso que acontecem os Jogos Universitários Estaduais, os Jogos Universitários Brasileiros e as Universíadas, que são como as Olímpiadas, porém apenas para atletas universitários. Agora me diz, já parou pra pensar que são desses jogos que saem váaaarios dos maiores atletas do nosso país? Com treinos dentro das Universidades e com apoio de técnicos muitas vezes dos cursos de Educação Física e Fisioterapia, cada universitário possui potencial para voar na prática esportiva.

Foto: Saulo Cruz/CBDU – Universíade 2019

Incentivo à cultura

Ah mas cultura é coisa de gente erudita”, QUE? Meu amor, cultura é exibição e discussão de cinema em praça pública e nos auditórios da universidade, cultura são peças teatrais gratuitas para os cidadãos, cultura é aula de música a um preço acessível! Cultura não precisa e não deve ser vista como algo longeeee e exclusivo de quem tem dinheiro para acessá-la e é mais dos deveres das Universidades levar isso até quem não conhece. Se na sua cidade existe uma instituição de ensino, dá uma pesquisada que eu aposto que existem váaaarias exibições e projetos gratuitos para você aproveitar <3

Foto: Teatro da Universidade de São Paulo – TUSP

Caridade e sustentabilidade

A cada dia que eu vou pra aula me deparo com uma ação nova. Um dia é um projeto para melhorar a vida dos haitianos que vivem no Brasil, outro uma arrecadação de alimentos ou ração para os animais abandonados na universidade, outro um multirão para reformar alguma escola da região e assim segue. Definitivamente, os alunos entendem bem a necessidade de ajudarmos quem precisa e isso está mais do que presente na realidade de nossas universidades.

Empreendedorismo

Alô Empresas Juniores, essa é pra vocês! O Movimento Empresa Júnior uma galera interessada em buscar, juntos, um Brasil empreendedor. Citando um outro texto aqui do portal, as Empresas Juniores são “associações sem fins lucrativos, formadas por alunos do ensino superior e representantes de um ou mais cursos de uma facul. As EJs oferecem projetos com valor abaixo do mercado comum e revertem todo seu lucro para a capacitação dos membros voluntários. Elas objetivam promover o conhecimento, fomentando o crescimento pessoal e profissional, por meio da vivência empresarial”.

Portanto, os alunos já saem formados não só academicamente, mas com uma mega experiência de mercado que ajudará e muito na hora de conseguir um empreguinho. Além disso, um profissional melhor capacitado significa um ganho gigantesco para as contratantes que não precisarão “formar” a galera em termos empresariais. Ah e adivinha onde ficam as sedes dessas empresas? ACERTOU, dentro das universidades!

Honestamente, isso tudo é 1/3 de tudo o que acontece nas universidades. Selecionei esses projetos baseados na minha vivência como aluna nos últimos cinco anos, porém, cada universitário com quem você conversar terá uma história diferente pra contar. A verdade é que PRECISAMOS valorizar tudo isso, porque são essas ações que fazem a diferença não só na nossa vidinha universitária, mas na realidade de todos ao nosso redor.

Quer saber mais sobre o tema? Bora lá:

Qual a diferença entre Faculdade, Universidade e Centro Universitário?

Dicas para viver seu período universitário ao máximo

Razões para valorizar a sua Universidade

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