Pandoras

A modalidade Cheerleader, vem se destacando e ganhando espaço no cenário universitário nacional, isso se dá devido ao grande número de equipes que vem surgindo paralelo às atléticas. Muitas equipes surgiram da vontade de animar a torcida nos jogos e apoiar os atletas durante partidas e jogos universitários.

Em Minas Gerais, o esporte vem se tornando muito popular de maneira que todas as grandes universidades mineiras possuem equipes representando essa modalidade, a Universidade Federal de Uberlândia acaba se destacando no estado por possuir a maior quantidade de equipes.

Eu, como Cheerleader, posso dizer o tamanho desse crescimento em Uberlândia. Acompanho desde 2014 o enorme crescimento da modalidade na cidade. Quando entrei na UFU, a única equipe que eu conhecia era a Sexy Lions, primeira equipe de Cheers de Minas que representa a Atlética de Engenharia da UFU. Ao longo desses 4 anos foram criadas várias outras equipes de Cheers Atlético, como somos chamadas.

Sey Lions

Conversei com o atual capitão das Sexy Lions, Willy de Rita. Perguntei a ele de onde veio a inspiração para a criação da equipe, e a mesma veio do Engenharíadas Paranaense, onde já existia uma competição para a modalidade e que eles viram a oportunidade para levar ao Engenharíadas Mineiro a equipe e, juntos, apoiar a charanga e o atletas nas arquibancadas. Will reforça que após se tornaram campões nacionais, desbancando equipes que eram favoritas, fez com que o olhar do país se virassem ainda mais a Minas Gerais. Ele contou também que após o campeonato Nacional, Uberlândia e Minas ficaram conhecidos como “Mina de Ouro de equipes de Cheerleader”.

Entre as equipes que foram criadas está a WildCrocs que representa a Atlética de Fisioterapia da UFU, que recentemente ganhou o 1º lugar nível 1 no II Torneio de Cheers e Dance da UFU. Bati um papo com a Capitã, Ana Flávia, e ela me disse que a Wild busca participar de dois campeonatos, um em âmbito nacional e o outro âmbito regional, além de participar dos campeonatos internos. A Ana também falou sobre o que ela acha do crescimento do esporte em Minas, e ela acredita que o estado possui muito potencial e vontade de aprendizado, e que esses dois motivos fazem a evolução das equipes de um ano pra outro.

Crocs

A Ana me contou que também faz parte da equipe All Star, essa equipe não possui vínculo com nenhuma entidade e sim, conta com atletas que amam o esporte e querem ampliar seus horizontes quando o assunto se trata de cheerleading.

Conversei com a diretoria da minha equipe, que é a mais nova de todas as da UFU, e eles me contaram um pouco de como foi a criação da nossa equipe, nós chamamos Pandoras e representamos o curso de Odontologia da UFU.

Pandoras

Tive a oportunidade de conversar também com a capitã da primeira equipe de Cheers do norte de minas, a Evelyn me relatou que a ideia inicial surgiu da vontade de criar uma equipe exclusivamente feminina para torcer e apoiar o pessoal do Direito da Unimontes, curso a qual a equipe representa. “O esporte cresceu muito em Minas e isso é muito bom. No norte de Minas, enfrentamos muitos problemas com a falta de profissionais que atuem na área para nos ajudar a evoluir na modalidade“.

Em Uberlândia, nós temos a chance de conviver e ver o show que é outra modalidade de Cheers, o Cheers Dance, a qual temos uma única equipe que representa a UFU, estou falando dos Arlekins, equipe que representa a Atlética das Artes.

Arlekins

Conversei com a Capitã da equipe, Ana Flávia Reis, que fez questão de dizer pra nós a diferença entre as duas modalidades de cheers e as dificuldades que essa modalidade ainda enfrenta. “A cena do cheer dance no Brasil hoje ainda é pequena com alguns poucos grupos espalhados pelo país, porque como o cheerleading em geral é um esporte que não nasceu aqui, buscar fontes de conhecimento sobre o esporte já é complicado, ainda mais do cheer dance, que não tem tanta visibilidade quanto o cheer atlético. Quem faz o cheer dance acontecer no Brasil hoje, são os próprios praticantes que fazem de tudo para ir atrás de conhecimento ou trazer pro país”.

A modalidade do cheer dance se difere do cheer atlético no quesito de movimentos acrobáticos e stunts. Somente alguns movimentos acrobáticos que tem no cheer atlético são permitidos no dance para aumentar a dificuldade das rotinas. Enfrentamos, em todas competições, resistência de outras equipes por não conhecerem tão bem essa modalidade e por isso a “excluem” sem perceber e não apoiam a visibilidade também dessa categoria, visando apenas a valorização do cheer atlético. Tal atitude faz com que ocorra uma segregação dentro do próprio esporte e fazendo com que nós, equipes de cheer dance, busquemos por fora a valorização que merecemos assim como cheer atlético merece.

Nesse segunda semestre vai rolar o II Campeonato de Cheers e Dance de Minas Gerais, o famoso Mineiro. Vai acontecer dia 1 de setembro em Uberlândia, esse ano contará com modalidades que incluem os times e também competições com número reduzidos de atletas.

Gostou? Quer saber mais sobre cheer dance e cheer atlético? Manda um alô pra gente no mandae@integrae.com.br!

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