Território antes desconhecido pelos amantes do samba, o Mato Grosso do Sul tem se revelado uma grande fonte de bons ritmistas! E essa galera apaixonada pelo batuque, especificamente cansada de depender dos desafios de jogos universitários, inovou e participar do primeiro Torneio de Baterias Universitárias do MS, o Batukaria, que rolou em Campo Grande.

Confesso que sou suspeita para falar, mas é que após anos envolvida com atléticas e agora profissionalmente nesse mundo universitário, arrisco dizer que vivi um dos meus melhores eventos universitários nessa faculdade. Sério: QUE ROLÊ! Planejamos cada detalhe por meses a fio, convidamos as baterias e, quando começou o Torneio, bateu até uma emoção ver que quase tudo deu certo. 10 baterias da capital e do interior juntas um desafio com equipes que nunca tinham competido entre si (o melhor e mais interessante de um evento específico pra baterias), cheio de integração e, sem dúvidas, muita animação!

O mais interessante foi ver baterias com poucos anos de existência metendo a cara no rolê e fazendo uma apresentação digna e, mesmo com pouca experiência técnica, tendo MUITA força de vontade! Das mais novas as mais antigas, o Batukaria foi um espetáculo memorável para os amantes do samba e do batuque. Esse mesmo rolê ainda contou com 8 horas de OPEN BAR e o queridíssimo Grupo Sempre Tem que finalizou a festa com chave de ouro, antecedendo o resultado final.

E que resultado, hein?! A grande campeã do primeiro Torneio de BU’s do MS foi a BatuCANAAA (Direito UFMS) que, após voltarem do Desafio do JJPR com o estandarte de melhor mestre e muito gás pro Batukaria, arrebentaram na apresentação e ainda garantiram mais 5 estandartes (melhor repique, melhor caixa, melhor tamborim, melhor surdo e melhor chocalho).

A mestre Amanda Luft descreve sua experiência nesse evento como: “uma competição difícil, com várias baterias boas de origem diferente e histórias diferentes. A gente trabalhou por dois meses para essa apresentação, ensaios a noite, fim de semana, corridas para fechar formação, trabalho duro e todos aqueles problemas de quem vive essa realidade de bateria universitária está acostumado. Sair com a vitória foi reflexo do nosso trabalho, da dedicação de cada um dos ritmistas que subiram naquele palco e mostraram em 10 minutos toda garra e amor que é ser BatuCANAAA. Como mestre, ver esse pessoal crescer e ver a vontade que eles têm me enche de orgulho mesmo.”

No pódio dessa edição contamos ainda com a Bateria Embolia (Medicina UFGD) e Lunática (Computação UFMS). Maldini Weber, mestre da Embolia contou que achou o evento: “O que dizer do Batukaria que já deixou saudades? Que rolezão da porr*! Que energia, que festão, uma integração muito foda, que eu nunca vi em nenhuma outra festa! 8hrs de um open sensacional junto com o melhor batuque do MS. Show demais! Esperando ansiosamente a segunda edição!“.

É importante lembrar que o MS conta com poucas referências do samba, e isso tornou difícil a evolução do cenário das baterias universitárias no estado. Como ressalta o ex mestre da bateria campeã do torneio, e um dos organizadores do evento. Guilherme Delmondes esclarece que “a realização de eventos desse tipo une as baterias universitárias na busca por uma evolução técnica que as iguale às baterias de São Paulo, principalmente. Nesse ponto, um julgamento de alto nível técnico é essencial, pois o feedback que jurados como os da A BANCA nos dão é o principal material que vai pautar todo o trabalho da bateria após o desafio, na busca pela evolução”.

No mais, além de um sábado inesquecível para as baterias e para a organização em geral, parabenizo todas as outras participantes pelo empenho, dedicação e, principalmente, por comprarem a ideia de um rolê tão diferente, e finalmente, por saírem (um pouquinho) das saias dos jogos universitários, criando e protagonizando um evento exclusivo para as baterias, sendo tão legal e intenso quanto!

Com o sucesso do Batukaria, vemos a possibilidade de consolidar um evento desse porte no estado, fazendo edições maiores, com mais baterias e instituindo até algumas seletivas para participação. Até a possibilidade de edições em outras cidades é estudada. Por que não, né?! Que em 2019 o evento seja ainda maior e mais incrível! Vida longa ao Batukaria!

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