EIKE LOUCURA ser convidado pra escrever aqui, Integraê! ❤

Ainda mais quando o assunto merece tanto respeito, por todos!

Que a mulherada anda dominando as diretorias das atléticas, todo mundo sabe. Já foi até assunto por aqui, lembra?! Mas tem um outro pessoal que também vem sendo muitíssimo bem representado: os LGBTs!

Sim, caros leitores, estamos em todas mesmo! E se reclamar, a gente monta uma atlética bem bafo e colorida pra participar dos jogos! Seria meu sonho?

Já faz um tempo que estou no meio “atleticano” e dos jogos universitários, e uma coisa eu posso dizer: como as coisas mudaram! É gratificante ver que esse meio que eu tanto amo acompanhou o crescimento das discussões sobre a diversidade!

O preconceito existe em qualquer lugar e em todos os cursos universitários, principalmente na engenharia. O ambiente extremamente “masculino” e muitas vezes machista, tem mudado aos poucos, e muito disso deve-se ao fato da representatividade LGBT só crescer! E quando eu falo que cresce, vai desde aquele seu amigo que nunca teve um amigo gay (Alô, Yuri Contrera!) antes da faculdade até os movimentos ativistas LGBTs dentro das universidades!

“Mas, New, e no melhor jogos do sul mundo Engenharíadas Paranaense?” Ahhhhhhhhh, caro leitor, no EP é só amor! ❤

Por conta do “Engenharia Integrada”, grupo no Facebook que reúne quase 5 mil membros LGBTs engenheiros do Brasil e do mundo, uma turma disposta a quebrar todos os preconceitos durante o EP vem se reunindo desde 2014! E tem funcionado, viu?! Os LGBTs têm ahazado feito história nesses últimos anos! Tanto que agora temos até uma identidade própria dentro do EP!

E quem toma conta dos produtos lacradores pedidos dessa turma colorida é a Ana Zilles, multi atleta e diretora de esportes do Bisão. “A gente queria encontrar uma forma de se identificar no meio de todas aquelas pessoas. Dentro das atléticas isso é feito pelos abadás, canecas e afins, então por que não criar a nossa identidade?” Foi um sucesso absoluto, inclusive entre os héteros! “A ideia é mostrar que também temos o nosso espaço e que merecemos respeito!” Mesmo num ambiente que teria tudo pra ser machista e homofóbico, essa união tem mostrado que nenhum LGBT está sozinho! No EP, a gente se mostra com orgulho e sem medo de ser julgado por aquilo que cada um é!

Eu estive presente em todas as edições do Engenharíadas Paranaense, e digo com toda a certeza que esse grupo de amigos tem feito a diferença nas minhas últimas participações. Outra veterana de EP e atleta de muitos títulos da Epidemia, Tainah Lins compartilha da mesma opinião. “No início era tudo muito disfarçado, até pra mim que não tinha me assumido pros meus amigos da faculdade… Pensar no que tivemos no ano passado, é uma realidade muito longe do que era antigamente! Eu fiquei surpreendida pela forma como as pessoas nos receberam num ambiente que em tese ainda é muito machista.”

Então já sabe, né?! Se tá afim de aproveitar as festas do EP ao lado de uma galera livre de preconceitos e que sabe se divertir, é só procurar pela galera que usa a caneca do unicórnio!

Em 2014 tive a oportunidade de participar da “Comissão Organizadora” do Engenharíadas Paranaense. E naquela oportunidade uma coisa não saía do meu pensamento: os LGBTs mereciam algo especial para aquela edição! E você aí achando que o show da Valesca Popozuda daquele ano não teve um propósito… Inclusive quero mandar um “beijinho no ombro” pro pessoal da Liga que me aguentou fazendo muita campanha por essa atração!

E tá achando que o lacre rola só aqui no Paraná? Muito pelo contrário!

Lá na terra do sotaque mais gostoso desse Brasil, digo, em Minas Gerais, tem uma galera representando, muito bem por sinal, a causa LGBT! No próximo feriado, Passos será palco da 5ª edição do Engenharíadas Mineiro! E tem marinheiro de primeira viagem que tá bem ansioso pro maior de Minas!

O Breno além de um baita de um boy magia é cheerleader e atleta da Martelada, a atlética da “Escola de Minas” da UFOP. “Estou com uma grande expectativa devido aos comentários não só da comunidade LGBT, mas também dos amigos. É inegável que os gays fazem de uma pista de dança um palco cheio de holofotes, não tem como não causarmos! Ser respeitado e respeitar vai ser essencial pra interagir com o pessoal todo!”

Uma das universidades mais tradicionais do país, a UFOP sempre foi cercada de muitas notícias de machismo e homofobia, principalmente nas repúblicas da cidade. Mas o pessoal de lá não tem cruzado o braço e estão sempre lutando! Já rolou até manifestação carinhosamente chamada de “Bichaço” no câmpus. Tem como amar mais? Tem!

É a representatividade dos LGBTs dentro da própria atlética que tem feito a diferença: “Ser da diretoria da Martelada nesse meio da UFOP é quebrar paradigmas! Tudo começa quando você é respeitado por um trabalho bem feito, independente dos preconceitos de cada um. Tudo é uma construção!” Vice-presidente da atlética, Brenda Sampaio, a Kdeado, conta que além de observar se as publicações e imagens da atlética sugerem conteúdos machistas ou homofóbicos, na Martelada, os atletas LGBTs são valorizados! “As pessoas ficam amigas independente de sexualidade, república ou curso… Saem juntas e quebram esse ciclo de preconceitos enraizados no contexto de Ouro Preto!”

Quantas vezes lendo essa matéria nos deparamos com a palavra respeito?

É justamente esse o pré-requisito pra aproveitar os jogos universitários! E isso não só vale só pros LGBTs, ok? Hétero, homo ou assexuado, todos estão ali pra se dividir e merecem ser respeitados!

Não gosta? Tudo bem, ninguém é obrigado a gostar… Mas é obrigado a respeitar!

Não estrague os quatro melhores dias de alguém por um “pré-conceito” idiota! Afinal, estamos todos ali pelo mesmo motivo: torcer pelas nossas respectivas atléticas e aproveitar ao máximo esse mundo tão incrível que são os jogos universitários!

Que Lady Gaga nos abençoe e que os jogos cheguem logo!

Um beijo!

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