Foto: Artilheira em Foco

A 19ª edição d’O Inter acontecerá pela 1ª vez em São José dos Campos, os jogos serão realizados entre os dias 14 e 17 de novembro. Porém, não é só a escolha da cidade sede que se mostra como a novidade do evento. Este ano, com a inclusão do Futebol de Campo Feminino no torneio, teremos um feito histórico na competição, igualdade de gênero em todas as modalidades esportivas.

O começo:

A decisão de incluir o Fut Campo Feminino nO Inter não foi algo conquistado de uma hora para outra. “A discussão começou a partir de 2017, quando a pauta sobre as desigualdades entre diversas modalidades do torneio foram levantadas em reuniões da L.I.E.U (Liga Interuniversitária de Esportes Universitários) – instituição que organiza O Inter -. O judô feminino, por exemplo, pontuava dentro do masculino. Já em modalidades coletivas, como basquete e futsal, os tempos das partidas eram cronometrados de maneiras diferentes e isso me incomodava muito”, conta Helena Salla, ex-presidente da Atlética da Unesp Bauru e uma das pioneiras pela luta da igualdade de gênero no esporte dentro do ambiente universitário.

nO Inter de 2017, algumas distinções foram reduzidas, a pontuação do judô feminino começou a ser contada separadamente da do masculino e o tempo das modalidades de quadra foram igualados. Esses foram alguns dos primeiros passos da luta pela igualdade de gênero no maior torneio universitário da América Latina. No ano seguinte, mais avanço para o esporte feminino! Em 2018, as provas de natação e atletismo foram equiparadas, o 200 metros livre da natação, que antes era uma prova apenas para os homens, foi incluída no programa de provas das mulheres também.

Foto: Artilheira em Foco

Após essas conquistas, o debate da inclusão do Futebol de Campo Feminino pode acontecer de maneira mais intensa, era a única modalidade que precisava ser incluída para alcançar a igualdade em todo o torneio. Segundo a ex-presidente da Atlética da Unesp Bauru, dificuldades relacionadas a um ambiente majoritariamente de homens na Liga e a dúvida entre as atléticas sobre a adesão das meninas pelo esporte foram alguns impasses até a decisão ter se tornado positiva.

O Inter:

Ao todo, 8 atléticas participarão do Futebol de Campo Feminino, sendo elas dos campi de: Ilha Solteira, Rio Preto, Araraquara, Rio Claro, Bauru, Presidente Prudente, Franca e Guaratinguetá. A iniciativa trouxe incentivo ao esporte, e diferentemente do que muitos achavam, a adesão veio por todos os lados.

Chaveamento do Futebol Feminino d’O Inter 2019 (Foto: O Inter)

O time de Bauru por exemplo, é composto por integrantes de várias modalidades e até de quem nunca tinha disputado um jogo na vida. É o caso da atleta Bruna Strauss, “meu primeiro jogo da vida foi aos 22 anos, antes disso eu só tive contato com uma atividade física na dança, e eu não sabia o quanto o esporte podia fazer isso pelas pessoas, no caso de você se sentir bem e motivado” conta Bruna, ela ainda reitera que o momento, “foi muito gratificante, uma das melhores sensações que eu já tive na minha vida”. 

Foto: Artilheira em Foco

A atleta disputou sua primeira partida de futebol contra o time do Noroeste sub-17 em um amistoso preparatório para o tão esperado InterUnesp.  A equipe de Bauru teve a sua estréia em campeonatos no Desafio de Rio Claro. Na disputa, as meninas de Bauru enfrentaram os times de Futebol de Campo Feminino de Rio Preto e de Rio Claro.

Time feminino de Futebol da Unesp de Bauru após sua primeira partida em campeonatos (Foto: Artilheira em Foco)

Além de Bauru, outros campus estão se preparando para a disputa, Vitória Fernanda Bete, aluna de Administração pública na Unesp de Araraquara, participará do seu primeiro Inter jogando este ano, os treinos da equipe acontecem toda quinta feira, das 12 às 14h. Ela nos contou como está sendo a preparação da equipe. “Foram contratadas duas treinadoras para o nosso time, duas profissionais, que dividem os treinos entre específico para goleiras, e a outra para as jogadoras de linha. Essa divisão é muito boa, pois conseguimos trabalhar ao máximo no tempo que temos. Os treinos são sempre bem interativos e adaptado ao nível de cada  jogadora.”

Ela também falou sobre como a modalidade vem sendo inclusiva e passou a ser uma ferramenta de incentivo ao esporte, “muitas das que não participam acreditam que só deve frequentar os treinos quem já sabe jogar, mas gradativamente estamos convencendo as demais de que nosso esporte está aqui para ensinar antes de tudo. Junto com a atlética (A.A.A.M.G) estamos divulgando os treinos e motivando as garotas para que venham participar, a maioria das meninas que integram o time atualmente, realmente já possuem uma certa afinidade com algum tipo de esporte, algumas são do futsal, do atletismo, e eu por exemplo, sou do vôlei. Mas existem também as que só jogam o fut campo.” acrescenta Vitória.

Foto: Equipe de Araraquara em treino

Fiquem ligados no Portal Integraê para saber como serão as disputas no maior evento universitário da América Latina!

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