Foto: Engenharíadas Paranaense

Todo esporte tem seus termos específicos, seja para definir uma jogada, uma posição de um atleta, espaços da quadra ou do campo, regras e tudo mais, e no Cheerleading não é diferente! Hoje vamos aprender um pouquinho sobre alguns elementos básicos do cheer para ninguém mais ficar boiando (tanto) caso surja o assunto na roda!  

Alguns termos variam de uma região para outra para um mesmo elemento, tentarei abranger o máximo possível, caso na sua cidade seja usado um nome diferente, conta pra gente, conhecimento nunca é demais!

O cheer tem coisas muito específicas do esporte, difícil explicar algumas delas sem explicar outras, existem vários detalhes, categorias, regras, movimentos e etc., mas vamos manter nosso dicionário (a princípio) a nível universitário BR, ok? Se você quiser saber mais sobre o esporte, vem de zap, que vou amar falar mais sobre hehehe

Vamos começar do geralzão e então partir para partes mais específicas, fechou? Muito foco porque tem conteúdo pra caramba na aulinha de hoje! hahahah

Rotina

Rotina é o nome dado para a apresentação feita nas competições. O tempo oficial de uma rotina é de 2 minutos e 30 segundos, no qual devem ser realizados alguns movimentos obrigatórios dependendo do nível da equipe.

Nível

O Cheerleading é separado por níveis, do 1 ao 6, os quais diferem um do outro pela dificuldade dos movimentos, em que o nível 1 é o mais básico e 6 o mais avançado. Equipes de níveis diferentes não competem entre si. Atualmente, existem equipes universitárias no Brasil do nível 2 ao nível 4.

Mix

Ou cheermix são os nomes dados à música utilizada durante a rotina. Pode ser apenas uma mixagem juntando várias músicas e adicionando efeitos sonoros sincronizados com os movimentos, ou pode ser algo mais produzido, com letras específicas para a equipe, uma voz falando o nome da equipe durante o mix… São diversas formas de tornar uma música um cheermix e sem dúvidas dá um tcham na rotina!

Foto: Bisetes – UNIOESTE – Td/MCR

Contagem

Há quem diga que Cheerleader só sabe contar até 8, mas essa é a forma manter tudo sincronizado! 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8! Durante os 2 minutos e 30 segundos da rotina cada fio de cabelo é movimentado em determinado número e se você se perder, se atrasar ou adiantar um número, pode impedir ou atrapalhar um movimento, que além de perceptível na sincronia e na estética da coisa, pode ocasionar acidentes, então, NÃO PARE DE CONTAR (na sua cabeça, ok? Se mantenha sorrindo)!

Agora vamos para a parte mais legal do cheer: ginástica e acrobacias! Vamos nomear as estruturas, elementos, posições dos atletas, funções…  

Todas essas pessoas na foto, formam um stunt! Um stunt é uma “estrutura” que pode ser formado por 4, 3 ou 2 bases + 1 flyer.

A flyer realiza os movimentos no ar, literalmente, é quem voa. É muito interessante que seja flexível, o que pode ser adquirido com treino, para executar figuras em cima do stunt!

Como uma imagem vale mais que mil palavras vou deixar fotinhas de algumas das figuras mais comuns para vocês entenderem melhor e se inspirarem (e babarem) na flexibilidade desses atletas!

As bases laterais, nomeadas também como base lateral e base central, sustentam a flyer, dão estabilidade e podem fazê-la girar! Quando a flyer está com apenas um pé nas bases, elemento que se chama lib, a base central fica com apenas uma das mãos embaixo do pé da flyer, enquanto a lateral fica com as duas.

A base traseira ajuda a flyer a se equilibrar e auxilia as bases laterais, tirando um pouco do peso da flyer.

A base frontal auxilia as bases laterais e também ajuda no equilíbrio da flyer.  

Os stunts podem ter duas “alturas”: prep e extensão, sendo a prep, na altura do peito das bases e extensão, na altura dos braços esticados das bases.

Spotter

É alguém que fica próximo ao stunt como segurança. Caso a flyer desequilibre, e suas bases não consigam segurá-la, é função do spotter segurar a flyer para que ela não atinja o chão e se machuque. Não é tão comum ter spotters nas rotinas (apesar de permitido), mas é muito importante a presença destes durante treinos, principalmente ao tentar algo novo ou quando a sequência não está tão sólida/segura.

Pirâmide

Nome dado à estrutura formada por dois ou mais stunts “conectados” pelas flyers. As flyers podem estar conectadas pelos braços ou uma flyer segurando o pé da outra! Geralmente uma flyer dá apoio/equilíbrio e auxílio para a outra realizar determinados elementos, como descidas, giros, figuras…

Foto: Bisetes – UNIOESTE – Td/MCR

Basket

É o elemento que mais chama atenção no cheer, e é um dos mais perigosos também. No basket, a flyer é “arremessada” para o alto pelas bases e então recepcionada numa espécie de berço. Requer muita atenção das bases para não “desviar o voo” da flyer e para pefgá-la/recepcioná-la de forma segura!

Foto: Snakets – Engenharia FAG

Tumbling

Tumbling são os movimentos realizados no chão: estrelinhas, mortais, reversão. É considerada a parte mais difícil do cheer.

Jump

É literalmente um pulo. O atleta executa um salto juntamente com alguma figura no ar. Exige muita força e flexibilidade!

Foto: Cheerleaders Epidemia

Dance

Muitos falam que o Cheerleading é uma dança…em uma rotina de cheerleaders universitários apenas 20% dela é composta por dança. A dança no cheer é composta por movimentos um pouco mais robóticos, marcados, firmes e MUITO sincronizados! Não é tão fácil quanto um bom passinho de funk, mas é muuuito divertido também hahhaha

Uffa!! Muita coisa né!?

Por ser um esporte novo e diferente, muitos termos não são conhecidos por todos, mas são muito falados entre os cheerleaders e podem se tornar conhecimento básico de quem está envolvido no meio universitário ou pensando em entrar para o esporte!

Não vou parar de sonhar tão cedo com uma sociedade em que “stunt” seja tão comum quanto “gol”! Hahahaha

Quer saber mais sobre o tema? Bora lá:

Cheerleading: 7 dicas para iniciar uma equipe

Como entrar para uma equipe de Cheerleading

Porquê fazer parte de uma equipe de Cheerleading

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