É moçada, mais um EP batendo na sua porta. Mas não “mais um”, e sim O EP 10 anos, os jogos universitários que conquistou uma nação de loucos e apaixonados e se tornou o maior jogos universitários do Sul, e o maior jogos das engenharias do país. E claro, o maior jogos não poderia ter nada menos do que o maior Desafio de Baterias do Sul.

Os desafios acabaram se tornando o maior ponto de integração entre as delegações. É o momento em que todo mundo vai parar (menos alguns atletas que estão em disputa) para assistir o espetáculo artístico que cada bateria preparou para sua torcida, para os jurados e para quem mais quiser apreciar.

Assim como EP, o Desafio de Baterias vem crescendo a cada ano, seja no número de baterias como na qualidade das mesmas, pois graças aos inúmeros desafios disputados por elas, seja a nível municipal, estadual e até mesmo nacional, o que se vê a cada ano é uma evolução extraordinária, com apresentações de cair o queixo.

Para demonstrar tamanho crescimento, a primeira novidade do desafio desse ano foi a subdivisão. Isso mesmo, o desafio terá duas divisões, deixando ainda mais emocionante a disputa. Serão 3 disputas ao todo: a disputa do título da 1ª divisão, a disputa dos dois primeiros lugares da divisão de acesso (os quais levam as baterias vencedoras para a divisão principal) e a disputa dos dois últimos lugares na primeira divisão. Essa última é a que ninguém deseja, já que os 2 últimos colocados da 1ª divisão, caem direto para a divisão de acesso do evento.

As baterias que compõem cada divisão são:

1ª Divisão: Avalanche (UTFPR Curitiba), C7 (UFPR), Carniceiros (UTFPR PG), Contrabando (Unioeste Foz), Demônios da Lagoa (UEL), Epidemia (UEM), H1N1 (UTFPR Medianeira), Infernal (UTFPR CM), Rapozona (UTFPR TOLEDO) e Tourada (UEPG).

Divisão de acesso: Cachimbada (UEM Umuarama), Católitros (Puc Curitiba), Furiosa (UTFPR Cornélio), Gorilada (UTFPR Lon), Metanóica (UFGD) e Panterada (UTFPR Apucarana).

Sendo três estreantes: Cachimbada, Gorilada e Panterada.

A subdivisão ocorreu com base no resultado do último desafio (2017), ficando as 10 primeiras colocadas, disputando a divisão principal e a divisão de acesso sendo composta pelas demais baterias colocadas e as baterias ingressantes.

O tempo de apresentação também foi alterado. Após a divisão, as baterias da 1ª divisão dispõem de 9 a 13 minutos para se apresentar, e a divisão de acesso de 6 a 10 minutos.

O Leonardo Lacerda, Presidente da Rapozona, e Presidente da Liga das Baterias do Engenharíadas Paranaense, falou um pouco sobre como está sendo desenvolver todo esse trabalho e as expectativas e resultados que o evento trará para as baterias participantes e até mesmo para as que ainda não participam:

Mantivemos a qualidade dos jurados, melhorando a forma de julgamento e os tempos de apresentações; mas acredito que a grande melhora será em relação às filmagens, contratamos uma empresa especializad, e teremos assim o lançamento do canal oficial do desafio, com vídeos de alta qualidade, o que facilita até mesmo o estudo das próprias baterias.

O objetivo da Liga é desenvolver o movimento das BU’s no Paraná. Hoje somos 16, pro ano que vem poderemos ser 22. O ápice do trabalho de uma bateria é o desafio, e não tem sensação melhor para um ritmista do que estar em um desafio bem organizado e bem disputado.

Esse ano, quatro baterias do Engenharíadas irão até o Estado de São Paulo, disputar torneios nacionais. Isso mostra o quão estamos inseridos e cada vez maiores”.

Para sentir o clima pré-desafio, falamos também com representantes de algumas baterias. Se liga:

Estar participando do desafio, pra gente, representa a superação de todas nossas dificuldades enfrentadas ao longo de nossa história, e isso vem para testar nossa paciência e irmandade como família. Não imaginávamos que iríamos chegar ao nível de hoje para disputar um desafio. Hoje sabemos que podemos crescer ainda mais. Olhamos as baterias maiores e nos perguntamos quando iremos chegar ao nível delas?! O que nos move, principalmente, é saber que um dia, essas baterias também já estiveram na mesma posição que a gente. A expectativa de todos é positiva, vamos com o pé no chão, mas iremos fazer de tudo pra subir.

Acordem cedo para prestigiar essa bateria que apesar de iniciante, estará com a competitividade na cabeça de subir para a primeira divisão”.

Matheus Squisatti | Mestre – Bateria Cachimbada

“Participar pela primeira vez do desafio representa um sonho pra gente. O desafio do EP sempre foi um objetivo a ser alcançado, objetivo que adiamos por duas vezes, mas hoje nos sentimos seguros e preparados. É sem dúvida um grande passo na nossa trajetória. Sempre tivemos muita admiração pelas baterias que já participavam. Sonhávamos em um dia ser como elas e estar naquela quadra e sermos tão grandes quanto. Elas sempre foram um espelho para nós. Estamos muito ansiosos, foi muito tempo pensando nesse dia e a caminhada foi longa, não vemos a hora de entrar lá e mostrar todo nosso trabalho.

Preparamos essa apresentação com muito carinho para todos vocês. Convidamos todo mundo para dividir com a gente esse momento tão especial”.

Isabella Mori |Presidente – Bateria Gorilada

Nos últimos anos, nos encontrávamos em uma posição intermediária, nem tão perto do topo e nem tão perto das últimas colocações, e isso gerou um comodismo que nos levou ao maior baque de nossa história, o antepenúltimo lugar no desafio. Nossa bateria se encontra reestruturada, com muito ânimo e sangue no olho para voltar ao lugar que merecemos, a 1ª divisão. As baterias estão muito fortes, e no atual cenário, não tem favorito. Independente de baterias iniciantes ou mais experientes, a briga vai ser por igual, mas nós estaremos lá, disputando com toda força o primeiro lugar, seja na 1ª divisão ou na divisão de acesso, nossa garra dentro da arena será a mesma.

Católitros veio para ficar, e para a elite esse ano iremos voltar. E quer comemorar? Então pode vir, porque esse ano nós iremos ganhar

Gabriel Bauer | Mestre – Bateria Católitros

O desafio do EP sempre foi nossa prioridade, não só pela história que construímos, mas pelo futuro que almejamos, então, os ânimos estão à flor da pele, ensaios a todo vapor e a galera fechada para realizarmos o nosso objetivo. Em 2016 não conseguimos manter o título de atuais campeões. Em 2017, ficamos felizes com nossa apresentação, mas por mérito das outras baterias, não atingimos nosso objetivo. Ficar fora do pódio nos dois últimos anos foi muito difícil, mas o que fica é o aprendizado. Nosso aprendizado, aliado ao peso de nossa camisa, nos deixa com mais força e vontade do que nunca em chegarmos ao título novamente. Para esse desafio nos estruturamos de novo, mudamos nossa proposta e fizemos uma apresentação praticamente do zero. Sem dúvidas estamos mais prontos e confiantes do que nunca.

Para quem irá nos assistir, lhes asseguro que irão presenciar um show jamais visto, resultado de muitos ensaios e acima de tudo, muito amor. Com humildade, sangue no olho e se for da vontade de Deus, traremos o Tri para Maringá”.

Renan Teixeira | Presidente – Bateria Epidemia

“Musicalmente, evoluímos muito do ano passado pra cá. Iremos apresentar um desafio bem fluido e cadenciado. Mudamos nossa levada de caixa e surdos, deixando nosso samba mais marcante do que antes. Será uma apresentação irada. Tentamos não pensar muito nos títulos anteriores. Queremos chegar com a cabeça limpa e tocar pensando apenas em 2018. Temos consciência que estamos defendendo um título, mas queremos principalmente mostrar o que evoluímos para esse ano. Nosso objetivo é sempre entregar o melhor, curtir aqueles 13 minutos pelos quais nos esforçamos. Amamos o que fazemos e acreditamos que isso é nossa essência, como de toda BU. Mais importante que o resultado, é a sensação de que todo o trabalho valeu a pena.

Venham, assistam e tirem uma pira. Mais do que uma competição, o desafio de baterias é uma troca de experiência e integração. Esperamos que nossa apresentação marque e impressione a todos.”

Frederico Hauptmann | Mestre – Bateria C7

É galera, deu pra ver que a disputa esse ano será alucinante. A C7 é a maior vencedora e atual campeã, com três títulos. Epidemia tem dois, e Tourada e Demônios da Lagoa com um título cada. Todas estão sedentas para abocanhar mais uma estrela, sem contar a Carniceiros, que andou batendo na trave por 2 vezes com o segundo lugar, Rapozona, que em 2017 surpreendeu a todos, vindo lá de baixo com uma apresentação diferenciada e rondou o pódio com sua quarta colocação, e as demais baterias que a cada ano evoluem e sempre trazem apresentações de excelência.

Outra novidade será o dia do desafio, que ocorrerá na sexta-feira dia 1 de junho, sendo a Divisão de Acesso pela manhã, e a 1ª Divisão à tarde.

Os 3 primeiros colocados da 1ª divisão irão receber além das premiações tradicionais como medalha e troféu, vale compras em instrumentos nos valores de R$750,00, R$500,00 e R$250,00, respectivamente.

Demais dúvidas, procure a bateria da sua atlética.

Vista suas cores, se pintem, soltem o grito e fiquem atentos a tudo, pois cada detalhe será de arrepiar.

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