Foto: Bateria Carniceiros

Salve, amantes da insana batucada universitária! Mais uma edição do Engenharíadas Paranaense concluída com muita loucura muito louvor, principalmente para essa galerinha de verde e preto. Vou te contar o porquê:

22h no busão!

Desde os tempos mais primórdios, a Carniceiros vem focada em alta performance e competitividade juntamente à uma dose cavalar de amor à camisa e aos seus integrantes, formando assim uma verdadeira família, cheia de sangue nos olhos e muita raça! Com essa fórmula, meus amigos, não tem o que pare essa galera! Pode até a correia do motor do ônibus romper, a mangueira do diesel estourar e seus tripulantes ficarem à deriva na estrada por 12h (um abraço pro km 301) sem água e comida, totalizando uma viagem de 22h. Tinha tudo para dar ruim, né? A galera poderia se estressar, desestabilizar o time e jogar por água abaixo todo o trabalho realizado por meses, logo na boca do gol. Mas calma, que isso é só a cereja do bolo.

Foto: Bateria Carniceiros

Calourada em peso… e mais alguns imprevistos

Se você, assim como eu, participou da parte de gestão de uma bateria de pequeno ou médio porte (em número de pessoas) há de concordar que um dos maiores problemas – ou o maior – é formar ritmistas novos. Agora pense renovar quase a metade da bateria em menos de seis meses!

Em termos técnicos: criar breques novos, limpar a execução e deixar o time coeso com um bando de gente nova que nunca tinha subido num palco de desafio sem perder a competitividade de um time experiente e de peso. Para somar, dias antes da bateria sair de Ponta Grossa houve baixa de ritmistas por motivos que iam além do poder da gestão do time. Por esse motivo houve a necessidade de inserir ritmistas de última hora (quem vos fala, inclusive) participando de ensaios na semana do desafio, com o objetivo de manter a equalização da bateria e torcendo (muito) para que eles não cagassem prejudicassem na execução. Aqui aproveito para parabenizar esses pequenos Carniceirinhos que desde cedo mostraram grande amor e garra por essa bateria.

Aquela nostalgia

O EP 2015 aconteceu também em Umuarama, cidade-sede dos jogos deste ano e o Desafio de Baterias da divisão principal ocorreu no mesmíssimo ginásio da edição passada em questão. Neste ginásio (pelo bem da saúde dos ritmistas da Carniceiros, talvez) rolou o erro mais feliz da história dessa bateria. Anunciaram a Carniceiros como terceiro colocado no torneio, motivo para lá de suficiente para que os ritmistas vibrassem mais que a Epidemia – campeã do torneio – pois em 2014, no nosso primeiro desafio no EP, havíamos ficado em penúltimo lugar. Fato é que a Carniceiros havia sido vice-campeã do desafio. Junto a isso, recebemos os primeiros estandartes da Carniceiros (repique e caixa)…chorei de felicidade por dias.

Falo por mim, mas acredito que poderia falar por outros ritmistas que participaram desses dois desafios, que pisar no mesmo lugar de onde aconteceu tudo isso, só que dessa vez com uma Carniceiros renovada, deu um gostinho a mais em tudo o que aconteceu neste final de semana.

O Diego Solak, primeiro presidente da Carniceiros, resume em poucas palavras sua visão como fundador ao ver sua criação, ainda com 6 anos, chegar onde chegou: “vencer um EP sempre foi um sonho lá no início, um sonho muito mas muito distante, que mais uma vez se tornou realidade. É uma alegria imensa poder ver algo que eu amo tanto sendo tão bem cuidado. No fim das contas o que importa é ter a convicção de ter feito o melhor que podia, estar do lado de pessoas queridas e que se esforçam muito para fazer acontecer. Se o título veio, ele veio para coroar quem tanto se dedica, ensina e aprende. Coração quase para quando vejo a bateria que eu tanto amo tocando. Parabéns por mais essa conquista, por tudo que são e representam!”.

Foto: Bateria Carniceiros

Enfim, BICAMPEÕES!

Este primeiro semestre foi particularmente agitado na rotina da Bateria Carniceiros, muitas adversidades e um desempenho não tão bom na etapa regional do CBU, que ocorreu semanas antes ao Engenharíadas, mas o trabalho em equipe mostrou que podemos superar toda e qualquer adversidade ou dificuldade quando estamos em família. O mestre, Yudi, nos conta seu sentimento após essa conquista: “é indescritível poder compartilhar com um grupo que você tanto se identifica a sensação de vitória e dever cumprido, mas a caminhada para atingir um objetivo, antes de qualquer coisa, deve ser o mais importante; isso eu posso dizer com certeza que foi o mais importante. Não somos um grupo que se reúne no horário de almoço e faz apenas um sambinha. Existe muito comprometimento, muita responsabilidade, muito afeto e muito amor. A Bateria Carniceiros é uma família, e quem faz parte sabe disso. Em relação ao desafio em si, o primeiro lugar acaba sendo apenas um resultado do trabalho dessa galera…A recompensa está na caminhada, com todo mundo junto fazendo do samba o combustível de nossos corações”.

Foto: Engenharíadas Paranaense

Para finalizar, aproveito este espaço para parabenizar todas as baterias do campeonato. O torneio aumentou e muito o nível, em ambas as divisões. Também gostaria de deixar um recado para todas as baterias, em especial do Paraná: participei ativamente da Carniceiros por muitos anos e sei o quão difícil é estruturar e desenvolver uma BU no nosso estado, em especial baterias de cursos com poucos acadêmicos (captação de recursos, locais de ensaio, possibilidade de contato com escolas de samba, etc). No fim das contas o principal e o fundamental é o amor que sentimos pelo que fazemos e pelas pessoas que estão ao nosso lado. Com muita persistência, organização e união, é possível chegar onde quer que seja!

Algo que pode resumir tudo isso é o nosso hino, escrito pelo nosso primeiro mestre João Marinho:

Formamos um time de guerreiros, com muito orgulho sou Carniceiros

Quer saber mais sobre o tema? Bora lá:

Razões para participar de uma Bateria Universitária

12 passos para ter uma Bateria Universitária de sucesso!

Calouros e instrumentos: dois tópicos importantes para uma Bateria Universitária!

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