Babi Arenhart goleira do Nykøbing Falster Håndboldklub e da seleção brasileira de handebol sendo campeã mundial em 2013.

Hoje é o dia daqueles que muitas vezes no meio universitário vão jogar nessa posição na base da coragem pois técnica não têm, daqueles que são vilões ou não fizeram nada além de suas obrigações e que geralmente são esquecidos. 26 de abril foi o dia de quem vai do céu ao inferno em questão de segundos, dia do(a) goleiro(a), dessa posição sofrida mas gratificante.

1. A posição que te escolhe

Muitas vezes no meio universitário não escolhemos jogar nessa posição, principalmente no feminino, e quem acaba indo jogar como goleiro(a) é a pessoa que não tem medo de levar bolada e que talvez não jogue tão bem na linha, ou é alguém que é basicamente coagida a ir pro gol.

Thiago realizando uma defesa pelo Magnus Futsal e já foi convocado para jogar pela seleção brasileira de futsal.

2. Medo é normal, mas ele não pode te paralisar

Não tem goleiro(a) sem medo, a gente só é besta mesmo! Conforme um professor de educação física falava “a bola pune” e se você jogar no gol ela pune MUITO mais e vai ser necessário criar uma familiaridade com esse fato e mesmo com o medo sempre presente você vai simplesmente aprender a lidar com ele e ser capaz de superá-lo. Não existe a possibilidade de não levar bolada, você simplesmente tem que aceitar que vai acontecer e saber levar.

Defesa do Guitta durante a sua passagem no Corinthians e já foi convocado para jogar pela seleção brasileira de futsal.

3. Não pode falhar mas depende

Meu primeiro esporte foi o society jogando na linha e na faculdade, por necessidade acabei indo pro gol no handebol e em seguida no futsal. O grande choque pra mim foi quando me falaram que no handebol não tem essa de não levar gol, você vai levar e vai precisar levantar a cabeça e partir pra cima da próxima bola pois a bola que já entrou não faz diferença, a que importa é sempre a próxima. Para quem veio de um esporte que às vezes tem “só” um gol na partida,  foi interessante ter essa mudança de mentalidade que o handebol me propôs e que acabou me ajudando no futsal e na vida também pois erros e falhas acontecem e isso não nos define, a capacidade de lidar com eles e o superá-los sim.

Thierry Omeyer na Olimpíadas de 2016, foi eleito em 2008 como melhor jogador de handebol do mundo.

4. Machucados são mais comuns do que gostaríamos

Todo esporte pode causar lesões e machucados, se forem esportes de contato e de maiores intensidades as possibilidades são maiores e como goleiro(a) se torna parte da rotina, indo de roxos a fraturas. Por mais que muitas vezes a parte mais importante seja saber cair para evitar machucados, eles sempre acabam aparecendo e as vezes jogar machucado é uma realidade.

Ederson (Manchester) foi atingido por solada de Mané (Liverpool) e precisou sair de maca do campo.

5. Psicológico

Jogos são ganhos ou perdidos por psicológico afetado, quase sempre tem uma pessoa que joga muito bem mas se mexeu com o psicológico já era e essa pessoa jamais pode ser quem joga no gol! Ser goleiro(a) requer personalidade forte, é ouvir ofensas e críticas e utilizar as críticas construtivas e simplesmente ignorar todo o resto não deixando te afetar. Isso envolve também autoconhecimento, tem goleiro(a) que é muito bom pra “jogo fácil”, se é um jogo que já tá ganho coloca essa pessoa que ela vai fechar o gol mas a mesma pessoa em um jogo mais pegado não vai jogar tão bem pois não consegue lidar com a pressão. Conheço várias pessoas que jogam muito mas se colocar alguém pra gritar atrás do gol já não conseguem mais jogar.

Casillas ex-capitão da seleção espanhola, foi campeão mundial em 2010.

6. Escolhas e consequências

Para jogar no gol é necessário saber tomar decisão e se manter com ela. Se você está em uma situação mano-a-mano, é necessário tomar uma decisão, ou fica no gol ou sai pra disputar a bola e não importa o que você escolha, não pode voltar atrás! Já vi goleiros(as) ótimos que levaram o gol “fáceis” pois no primeiro momento fizeram uma escolha e depois resolveram voltar atrás e isso é fatal. Uma vez que a decisão foi tomada não dá pra voltar pra trás e se a decisão for a “errada” e com isso converterem o gol essa é a hora que você ter personalidade e saber lidar. É preciso assumir suas escolhas e lidar com as consequências!

Guerrero (Corinthian) disputa a bola com o goleiro Muriel (Internacional) em partida do Campeonato Brasileiro.

7. Confiança

É necessário ter confiança! Sendo própria e do resto do time, se o time não confia em você, infelizmente eles não vão jogar tão bem pois estarão a todo momento preocupados com o gol. Desta forma, é preciso que o(a) goleiro(a) tenha confiança para bater no peito e chamar a responsabilidade, assim, transmitirá confiança para o resto do time fazendo com que eles joguem com muito mais tranquilamente, ocasionando um desempenho melhor.

Careca destaque do Atlântico e já foi convocado para jogar pela seleção brasileira de futsal.

8. Pegar um pênalti ou 7 metros

Não tem nada mais gratificante e desmoralizador para o adversário que pegar um pênalti/7 metros. Nesses tipos de cobranças toda a obrigação está com quem vai bater, se o goleiro(a) pegar todo o mérito para ele(a), mas se não pegar tudo bem, não era obrigação mesmo. Ainda assim, não tem nada mais gratificante do que pegar uma cobrança dessas e sair gritando: aqui tem goleiro(a), eu to aqui! Não entra, aqui não entra. P*!

Tess Wester goleira do SG BBM Bietigheim e da seleção holandesa de handebol.

Para todos os goleiros(as) por aí, abril é o nosso mês e que não soframos mais nenhum frango, pois ninguém merece frangar e ficar sem nem sequer conseguir explicar o que aconteceu pois nem a gente sabe como foi que deixamos aquela bola passar. E pra você o que é ser goleiro(a)? Conta mais pra gente!

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